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São desenvolvidos materiais específicos e purificados para uma linha
diagnóstica (Testes Alergicos) e de tratamento (vacinas
hipossensibilizantes)
Em 1992 teve início o primeiro curso anual de atualização e formação em
Alergia promovido pelo laboratório através do Centro de Estudos Professor Doutor João Bosco Magalhães Rios.
Imunoterapia em Alergia e seus Mecanismos
Esta medida terapêutica teve inicio com os trabalhos de Free e Noon (1911), quando injetaram extratos de pólens em pacientes acometidos de "Febre do Feno" e observaram uma acentuada queda dos sintomas clínicos que tais pacientes eram acometidos (Rinorréia, prurido nasal, espirros); a mesma diminuição da freqüência sintomática foi observada também em pacientes com historia pregressa de broncoespasmo.
Consequentemente desde esta época muito evoluiu a Imunologia, muitas respostas foram dadas, como também muitas questões ficaram em aberto. Talvez pôr causa destas questões últimas, a tentativa de ser usar a Imunoterapia como "panacéia" e diagnósticos incorretos, foram as razões destes mesmos insucessos.
Reações imunológicas
Existem primordialmente quatro tipos básicos de reações imunológicas, segundo a classificação de Gel e Coombs; citamos a seguir rapidamente com alguns de seus exemplos:
TIPO I - Reação alérgica ou anafilática (Ex Asma, Rinites)
TIPO II - Reação citotóxica (ex. anemia hemolítica)
TIPO III - Reação de Arthus (ex. doença do Soro)
TIPO IV - Reação celular (ex.dermatite de contato)
No presente momento a reação que vamos nos ater com mais freqüência e a responsável pela maior parte das reações alérgicas é a do TIPO I. Saberemos assim como ela aparece, como se comporta o organismo e os meios disponíveis para o seu bloqueio
Uma reação alérgica se origina quando uma determinada substância é reconhecida como estranha (ANTÍGENO) ao organismo, consequentemente este lança mão de elementos que tem a finalidade de bloquear ou destruir tal substância (ANTICORPOS da classe E). A reação ocorre pela liberação de substancia farmacologicamente vasomotoras e liberando substâncias do interior das células afetadas (predominantemente MASTÓCITOS, produzindo no mais das vezes; EDEMA, HIPERSECREÇÃO E ESPASMO (Reação tipo I de Gel e Coombs).
Dependendo do órgão de choque atingido, poderemos ter uma crise de Asma, Rinite, Urticária ou uma combinação delas.
Certamente tais reações podem ser descontinuadas com o uso de medicação antihistaminica, simpaticomimetica e corticosteroides.
Porém o que vem de se observar, é que estas medicações agem tão somente depois da reação instalada, não agindo nem devendo ser empregadas como profiláticos.
Com a sucessão das crises e o emprego continuado da medicação já citada, leva o paciente muitas vezes ao uso indiscriminado ou a procura quando não de outro profissional, a métodos pouco ortodoxos de terapia.
A premissa que alergia se "cura" sozinha, ou com o crescimento é falsa. Não ocorre cura espontânea na medida que Alergia é um estado reacional do organismo. O que se observa é que indivíduos alérgicos mudam o seu estado reacional, mudando seu órgão de choque. É muito comum se observarem, pôr exemplo, crianças que foram dadas como "curadas" de Asma, apresentarem quadros de Rinite Alérgica na adolescência ou idade adulta
Com a continuidade do tratamento, o espaçamento das crises de obseva, na medida que o aumento da produção de IgG induz a uma menor formação da IgE.
Consequentemente, quanto menos IgE, menos crises alérgicas hão de ocorrer
A manutenção do tratamento por um período de tempo prolongado, na média de dois anos, visa conferir ao organismo uma melhor percepção e bloqueio na produção de IgE.
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